Um Estudo em Vermelho
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20/10/2022Voltar
O partido da icônica Angela Merkel perdeu a eleição na Alemanha, mas quem deverá assumir o posto de chanceler do país, diante das possíveis coalizões a serem formadas no país
A eleição alemã encerrou-se com vitória do SPD, Partido Social-Democrata. Apesar de fazer parte da atual coalizão que governa o país, o SPD decidiu fazer oposição ao partido CDU (União Democrata Cristã), de Angela Merkel, nas eleições de 2021. A decisão de romper a atual aliança é simples: voltar a figurar como o grande partido trabalhista alemão e não apenas como a sombra de uma das líderes mais icônicas do executivo do país germânico.
Contudo, quem escolhe o próximo chanceler alemão é o parlamento, que agora terá duas opções. A primeira, a princípio mais natural, seria formada por SPD, Verdes (Partido Ecológico) e FDP (Partido Democrático Liberal). Essa coalizão, contudo, não é nem um pouco estável, uma vez que o último é um partido conservador, favorável a cortes de impostos e Estado mínimo, o que é diametralmente oposto aos dois outros partidos que comporiam o governo.
Montar uma coalizão com Verdes e FDP não é tarefa fácil e o partido da Merkel (CDU) pode atestar isso. Em 2017, os três tentaram formar coalizão e falharam por, simplesmente, não conseguirem conciliar os interesses entre partidos com visões tão conflitantes. Christian Lindner, que permanece líder do FDP desde 2013, retirou a possibilidade de formação de governo depois de meses de discussão de temas como política energética e política de imigração o que, eventualmente, levou o SPD a novamente formar coalizão com o CDU.
Ocorre, entretanto, que dessa vez Lindner não terá outra opção senão entrar em acordo com os Verdes e, juntos, nomearem um chanceler. Se com SPD a coalizão poderia ficar muito à esquerda para o FDP, o melhor seria renunciar ao orgulho de 2017 e aceitar a segunda possível coalizão: uma com liberais, Verdes e a CDU como líder do governo. Contudo, a CDU é hoje um partido em busca de unidade depois de perda considerável de popularidade, atribuída a uma liderança que não tem nem de perto a força e expressividade da chanceler Angela Merkel.
O que devemos esperar de política fiscal nos próximos anos, em cada um dos casos? Se durante o último mandato de Angela Merkel tínhamos um governo dividido entre trabalhistas e conservadores, numa eventual coalizão envolvendo a CDU, a presença da esquerda alemã seria ainda mais reduzida, inibindo ímpetos fiscalistas. Da mesma forma, se tivermos o SPD encabeçando a coalizão, a presença da esquerda será maior, mas sua atuação política será contida pelo FDP, partido que é ainda mais conservador que o que atualmente lidera o executivo.
A política externa deve permanecer pró-integração europeia, em ambos os casos, mas certamente terá sempre aos ouvidos do chanceler um partido que será pouco leniente a extravagâncias políticas italianas, francesas ou gregas, papel que a ala mais conservadora da CDU sempre cumpriu durante os últimos 16 anos da atual chanceler.
A chanceler, portanto, pode estar saindo do governo, mas suas diretrizes político-econômicas seguem firmes para mais um mandato.
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